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sábado, 25 de agosto de 2012

Educando crianças

imagem: GOOGLE



Pensem nas ruas, avenidas sem semáforos. Agora pense num banco sem fila. E, ainda, futebol sem regras. Impossível, não é? Não se pode andar nas ruas sem semáforos, não se pode pagar uma conta sem entrar numa fila, e ninguém consegue fazer gols sem regras.
Tudo é necessário limite, tudo é necessário regras. Não existe educação sem limites e sem regras. As crianças assimilam as regras de convivência conforme o ambiente em que estão sendo educadas.
Porém, não é nada fácil educar uma criança. Começando pelas diferenças entre os pais, cada um quer educar de uma forma, e piora tudo quando entra os comentários de tios, avós. Também tem a situação dos pais separados, e pior ainda, os pais que são casados e seria melhor se fossem separados devido a tantas brigas, discussões na frente da criança.
Como se educa uma criança no meio disso tudo? Quem devemos ouvir? Os avós, os tios, o vizinho, o pediatra, ou a criança? É, tem ainda a criança, que fala, que quer, que esperneia, que chora e que manda e manda muito!
Usar o bom senso e algumas regras para estabelecer limites na educação infantil não arranca pedaço de ninguém. Faz-se necessária a consciência de que para educar é preciso esforço, dedicação, perseverança e paciência; muita paciência.
A criança de hoje está mais bem estimulada e responde com maior agilidade ao meio, o que lhe confere a boa posição de ser participante nos grupos sociais; casa e escola especialmente. Todavia, dada a falta de condução por conta da educação sem limites, a criança acaba se tornando um canhão sem direção, que atira para vários lados ao acaso a acerta em quem estiver na trajetória, e a si mesma invariavelmente.
Muitos pais crêem que o tempo dará jeito na questão, deixando à sorte o futuro de seus filhos.
O exercício do viver só é realizável vivendo, na prática, e o mesmo ocorre com a educação, portando, é preciso arregaçar as mangas e assumir o papel de orientador, de guia, de educador. Começar, antes tarde do que nunca a se envolver neste processo importante e determinante na vida do ser humano, cavando tempo e espaço para esta empreitada. Sempre que desejamos muito alguma coisa damos um jeito no tempo e espaço para alcançá-la. O que nos impede de lutar por esta causa mais do que nobre? Qual medo existe em tentar educar os próprios filhos?
Como em qualquer situação da vida, haverá tropeços, que darão lugar ao adequado proceder conforme a prática e a persistência desta convivência. Os rumos poderão ser diferentes, e certamente o serão. Outros benefícios virão naturalmente, como um maior sentimento de amor próprio, e em muitos casos, a unidade familiar. Mas é preciso começar, tentar, fazendo acontecer. Confie em si mesmo e mude o cenário, assumindo as responsabilidades e transmitindo muitos valores aos seus filhos, por via de uma educação que dá segurança e conforto, pois todos nós sempre desejamos isto.

DINÂMICA: No Lugar da Criança
Você talvez não se lembra de quando era criança, mas feche os olhos e tente se lembrar.... se você não conseguir tente se colocar no lugar do seu filho. Lembra de quando nem sabia andar
Lembra de quando não sabia nem falar
Lembra de quando queria tentar dizer algo e seus pais não ouviram pois estavam assistindo TV
Lembra de quando queria ficar pertinho da mamãe e ela estava preocupada com outros afazeres. 
Lembra de quando estava aprendendo a escrever, ler, difícil crescer, né?
Lembra do sentimento que você tinha quando os seus pais te batiam. Ruim, né? Seu filho também sente isso. 

Psicóloga Regina Deichmann Ferrarezzo
CRP: 06/72676

terça-feira, 12 de junho de 2012

A importância do brincar para o desenvolvimento da criança


No desenvolvimento da criança o brincar é imprescindível, não pode ser considerado como um simples passatempo ou distração. Através do brincar a criança desenvolve várias áreas: linguagem, pensamento, socialização, autoestima e até a alfabetização.

Os jogos pedagógicos desenvolvem nas crianças também a compreensão de regras e limites o que permite que a interação com os outros coleguinhas seja rica em relações e aprendizagens. Facilitando assim, no sucesso do desenvolver dessa criança seja da forma educacional ou social.

Nos dias atuais, alguns distúrbios se tornam cada vez mais presentes nas crianças, prejudicando assim o desenvolvimento da aprendizagem. Estes podem ser de ordem emocional, problemas de comportamentos ou disfunções cerebrais.

Muitos pais não compreendem e não aceita que a criança tenha algum distúrbio, assim a chamam de preguiçosa, folgada, dificultando assim, a busca pelo tratamento da mesma e também afetando o desenvolvimento da aprendizagem e da alfabetização.

É importante que os pais permitam que a criança fale sobre o seu mundo, expresse suas fantasias e conflitos, enfim permite que expresse seus sentimentos em sua totalidade, e tenha em seu ambiente segurança e confiança para lidar com os seus conflitos.

imagem: Google

Psicóloga Regina Deichmann Ferrarezzo
CRP: 06/72676
Orientação Psicológica Online

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Fobia Escolar

imagem: Google
O medo de ir a escola e do ambiente escolar é real para muitas crianças. Apresentam sintomas, principalmente próximo ao horário de ir a escola.
Os sintomas, por sua vez, são dores de estômago, dores de cabeça, vômitos, choro excessivo, ansiedade, roer unhas compulsivamente.
A fobia escolar é classificada como um tipo de transtorno de ansiedade, que se não for tratada pode trazer graves consequências para a vida escolar, muitas podem até perder o ano escolar, e caso não seja tratada chegam ao chamado "fracasso escolar".
Importante que os pais, professores, coordenadores estimulem a criança a ir a escola. Mas de uma forma que faça com que a criança se sinta segura. Muitos pais não entendem ou não sabem que a fobia escolar existe e colocam castigos as crianças que atingem além da auto estima também a integridade.
Pai e mãe, escute o seu filho, ajude-o a ser seguro e lutar contra os medos. Pergunte sobre o que está acontecendo, quais os medos que tem sentido; muitas vezes, essa criança apresenta algum tipo de dificuldade de aprendizagem, ou déficit de atenção e tem vergonha por não conseguir aprender, ou ainda os colegas da classe o incomodam com gozações.
Se os pais não estiverem conseguindo encorajar o filho a frequentar a escola, é importante procurar ajuda profissional, seja um psicólogo para auxiliar na auto estima ou psiquiatra com o uso de medicações que controlam a ansiedade que está presente.
Caso a criança apresente sintomas como vômitos, febre é importante ir ao médico para descartar possíveis viroses, este também poderá realizar avaliação e diagnosticar a possível fobia escolar.
Pai e mãe, estimule o seu filho a crescer feliz, esteja ao lado dele para passar segurança. Crescer muitas vezes dá medo. A sociedade, escola, pais tem exigido muito das crianças que antes iam a escola e brincavam. Hoje em dia, a semana é preenchida com escola e cursos que ocupa quase todo o tempo da rotina da criança.

Para dúvidas, aconselhamentos e orientações psicológicas online:

Psicóloga Regina Deichmann Ferrarezzo
CRP: 06/72676

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Pedido de uma criança a seus pais

Autor desconhecido

Não tenham medo de serem firmes comigo. Prefiro assim. Isto faz com que eu me sinta mais seguro.
Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo o que peço. Só estou experimentando vocês.
Não deixem que eu adquira maus hábitos. Dependo de vocês para saber o que é certo e o que é errado.
Não me corrijam com raiva, nem na presença de estranhos. Aprenderei muito mais se me falarem com calma e em particular.
Não me protejam das conseqüências dos meus erros. Às vezes eu preciso aprender pelo caminho áspero.
Não levem muito a sério as minhas pequenas dores. Necessito delas para poder amadurecer.
Não sejam irritantes ao me corrigirem. Se assim o fizerem, eu poderei fazer o contrário de que me pedem.
Não me façam promessa que não poderão cumprir depois. Lembrem-se que isso poderá me deixar profundamente desapontado.
Não ponham à prova a minha honestidade. Sou facilmente levado a dizer mentiras.
Não me apresentem um Deus carrancudo e vingativo. Isto me afastaria d’Ele.
Não desconversem quando faço perguntas, senão serei levado a procurar as respostas na rua, todas as vezes que não as tiver em casa.
Não se mostrem para mim como pessoas infalíveis. Ficarei extremamente chocado quando descobrir um erro de vocês.
Não digam simplesmente que meus receios e medos são bobos. Ajudem-me a compreendê-los e a vencê-los.
Não digam que não conseguem me controlar. Eu me julgarei mais forte do que vocês.
Não me tratem como uma pessoa sem personalidade. Lembrem-se que eu tenho o meu próprio modo de ser.
Não vivam ma apontando os defeitos das pessoas que me cercam. Isto irá criar em mim, mais cedo ou mais tarde, o espírito de intolerância.

Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não queiram me ensinar tudo. 
Não tenham vergonha de dizer que me amam. Eu necessito desse carinho e de amor para poder transmiti-lo a vocês e aos outros.
Não desistam nunca de me ensinar o bem, mesmo quando eu parecer não estar aprendendo.
Insistam através do exemplo, e, no futuro, vocês verão em mim, o fruto daquilo que plantaram.

imagem: Google
Psicóloga Regina Deichmann Ferrarezzo
CRP:06/72676
Fone: (19)9117-6033

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ADOLESCÊNCIA

Tem os que dizem "aborrecência".  Não pertenço a esse grupo, é adolescência, fase complicada da vida.
Não é frescura, e nem fazem de propósito. É realmente uma fase que precisa de muitos cuidados, orientações e ajuda.
Na adolescência, iniciando-se com 11 anos, ocorrem significativas mudanças hormonais no corpo. Essas mudanças hormonais provocam desestabilidade de humor, provocando tristeza, alegria, agressividade, insegurança.
Pais e professores precisam estar disponíveis para responder as dúvidas que se apresentam, e também orienta-los da melhor forma.
  • São tão novos e já tem que resolver sobre carreira profissional;
  • Muitas vezes os pais estão em atritos, com possibilidades de separação ou estão passando por uma separação;
  • A auto estima começa a ficar abalada com o aparecimento das espinhas;
  • Estão enfrentando a primeira traição no namoro.
Enfim, muitas coisas novas estão acontecendo nessa fase da vida.
Os pais também passam por dificuldades ao ver o pouquinho de arroz, e o pedacinho de carne que a filha come com medo de engordar. Também se irritam quando os filhos adolescentes passam por eles sem dizer "bom dia" ou "boa noite".
Costumo em meu consultório realizar muitas orientações de pais para os que tem filhos adolescentes. Realmente muitos encontram muitas dificuldades em lidar com o filho adolescente.

Muito importante procurar estabelecer um tipo de comunicação que faça com que o adolescente se sintam seguro para poder mostrar suas dúvidas, seus medos, suas fraquezas. Também é importante ter cautela com críticas, se não for bem interpretada pelo adolescente, esta pode ser fatal para o relacionamento pais-filho.
Alguns transtornos da adolescência:
  • transtorno de conduta
  • transtorno alimentar: bulimia, anorexia
  • transtorno de humor
  • transtorno de ansiedade
  • transtorno de uso de substãncias psicoativas
  • transtorno psicóticos
Outro dificuldade é lidar com adolescentes viciados pelo computador, mas precisamente internet e jogos.
Torna-se imprescindível buscar ajuda psicológica quando observar que não está conseguindo lidar com tais dificuldade.
Em breve, falarei um pouco sobre alguns desses transtornos listados acima. Você gostraia de saber sobre qual deles?
Beijos a todos!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Educar Crianças

É fácil observarmos crianças sem educação, achando que são donas do mundo! Mas, a educação e o limite são imprescindíveis!

Pensem nas ruas, avenidas sem semáforos. Agora pense num banco sem fila. E, ainda, futebol sem regras. Impossível, não é? Não se pode andar nas ruas sem semáforos, não se pode pagar uma conta sem entrar numa fila, e ninguém consegue fazer gols sem regras.

Tudo é necessário limite, tudo é necessário regras. Não existe educação sem limites e sem regras. As crianças assimilam as regras de convivência conforme o ambiente em que estão sendo educadas.

Porém, não é nada fácil educar uma criança. Começando pelas diferenças entre os pais, cada um quer educar de uma forma, e piora tudo quando entra os comentários de tios, avós. Também tem a situação dos pais separados, e pior ainda, os pais que são casados e seria melhor se fossem separados devido a tantas brigas, discussões na frente da criança.
Como se educa uma criança no meio disso tudo? Quem devemos ouvir? Os avós, os tios, o vizinho, o pediatra, ou a criança? É, tem ainda a criança, que fala, que quer, que esperneia, que chora e que manda e manda muito!

Usar o bom senso e algumas regras para estabelecer limites na educação infantil não arranca pedaço de ninguém. Faz-se necessária a consciência de que para educar é preciso esforço, dedicação, perseverança e paciência; muita paciência.

A criança de hoje está mais bem estimulada e responde com maior agilidade ao meio, o que lhe confere a boa posição de ser participante nos grupos sociais; casa e escola especialmente. Todavia, dada a falta de condução por conta da educação sem limites, a criança acaba se tornando um canhão sem direção, que atira para vários lados ao acaso a acerta em quem estiver na trajetória, e a si mesma invariavelmente.
Muitos pais crêem que o tempo dará jeito na questão, deixando à sorte o futuro de seus filhos.


O exercício do viver só é realizável vivendo, na prática, e o mesmo ocorre com a educação, portando, é preciso arregaçar as mangas e assumir o papel de orientador, de guia, de educador. Começar, antes tarde do que nunca a se envolver neste processo importante e determinante na vida do ser humano, cavando tempo e espaço para esta empreitada. Sempre que desejamos muito alguma coisa damos um jeito no tempo e espaço para alcançá-la. O que nos impede de lutar por esta causa mais do que nobre? Qual medo existe em tentar educar os próprios filhos?

Como em qualquer situação da vida, haverá tropeços, que darão lugar ao adequado proceder conforme a prática e a persistência desta convivência. Os rumos poderão ser diferentes, e certamente o serão. Outros benefícios virão naturalmente, como um maior sentimento de amor próprio, e em muitos casos, a unidade familiar. Mas é preciso começar, tentar, fazendo acontecer. Confie em si mesmo e mude o cenário, assumindo as responsabilidades e transmitindo muitos valores aos seus filhos, por via de uma educação que dá segurança e conforto, pois todos nós sempre desejamos isto.
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