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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Medo na Criança


O medo na vida da criança tem sido tema permanente em meu consultório.
Mães me procuram para avaliar se o medo de morrer, medo de ser assaltado, medo de brincar, medo de ir pra escola pode ser considerado normal! Realmente o "medo" tem que ser avaliado. Dependendo de sua intensidade pode ser patológico necessitando assim de um acompanhamento profissional.
O medo é uma emoção, que coloca o organismo em alerta e o prepara para fugir e/ou defender-se do perigo. Em algum momento da vida, a criança passará por algum sintoma de medo. Será mais fácil se "livrar" do tal medo a criança que comseguir exteriorizar os sentimentos e emoções juntamente com a ajuda e compreensão dos pais.
A criança ao ter medo, enfrenta o anseio de não o conseguir ultrapassar, bem como o de ser a única que passou por este sentimento. Quando os pais relatam à criança que também passaram por situações semelhantes, inclusive uma similar à que o filho sente, faz com que se sintam apoiadas, transmitir a possibilidade de vencerem os seus medos e serem “grandes e fortes” como os seus pais. Procure explorar com os seus filhos formas de resolver as situações, podendo também dar exemplos de como conseguiu resolver os seus próprios medos.
Vamos ajudar as nossas crianças a perderem os medos que atrapalhem o seu desenvolvimento! Entender o porquê do medo é fator principal para a sua cura!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Avaliação Psicológica Infantil


Semanalmente mães me procuram para realizar psicoterapia nos seus filhos.
Inicio sempre com uma avaliação psicológica, pois através dessa avaliação posso traçar o diagnóstico e prognóstico. Também é freqüente indicação das escolas para tal avaliação.
Casos mais freqüentes: dificuldade em se concentrar, hiperatividade, desobediência, agressividade, comportamento anti social, obesidade, depressão, baixa auto estima, enfim, são muitos comportamentos problemas que merecem acompanhamento psicológico.
Saiba, que psicodiagnóstico ou avaliação psicológica só podem ser realizados por psicólogos e com testes psicológicos. Por lei, é permitido apenas para psicólogos pois requer conhecimentos e habilidades pertinentes desta profissão. Portanto, caso alguém que não seja psicólogo realize avaliação psicológica está cometendo um crime.
Realiza-se inicialmente a anamnese (questionário feito aos pais) onde investiga-se desde a gestação até momento atual da vida da criança. Na sequência, são aplicados testes psicológicos relacionados ao problema em questão. E por último, a devolutiva com os pais onde é descrito o diagnóstico e prognóstico.
Existem casos em que não há a necessidade de psicoterapia, apenas com orientações psicológicas pode ter a resolução do problema.
Caso seu filho esteja trazendo alguns dos comportamentos citados acima procure por um psicólogo que realize avaliação psicológica. É muito importante ajudarmos nossas crianças quando estão encontrando algum problema.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Educar Crianças

É fácil observarmos crianças sem educação, achando que são donas do mundo! Mas, a educação e o limite são imprescindíveis!

Pensem nas ruas, avenidas sem semáforos. Agora pense num banco sem fila. E, ainda, futebol sem regras. Impossível, não é? Não se pode andar nas ruas sem semáforos, não se pode pagar uma conta sem entrar numa fila, e ninguém consegue fazer gols sem regras.

Tudo é necessário limite, tudo é necessário regras. Não existe educação sem limites e sem regras. As crianças assimilam as regras de convivência conforme o ambiente em que estão sendo educadas.

Porém, não é nada fácil educar uma criança. Começando pelas diferenças entre os pais, cada um quer educar de uma forma, e piora tudo quando entra os comentários de tios, avós. Também tem a situação dos pais separados, e pior ainda, os pais que são casados e seria melhor se fossem separados devido a tantas brigas, discussões na frente da criança.
Como se educa uma criança no meio disso tudo? Quem devemos ouvir? Os avós, os tios, o vizinho, o pediatra, ou a criança? É, tem ainda a criança, que fala, que quer, que esperneia, que chora e que manda e manda muito!

Usar o bom senso e algumas regras para estabelecer limites na educação infantil não arranca pedaço de ninguém. Faz-se necessária a consciência de que para educar é preciso esforço, dedicação, perseverança e paciência; muita paciência.

A criança de hoje está mais bem estimulada e responde com maior agilidade ao meio, o que lhe confere a boa posição de ser participante nos grupos sociais; casa e escola especialmente. Todavia, dada a falta de condução por conta da educação sem limites, a criança acaba se tornando um canhão sem direção, que atira para vários lados ao acaso a acerta em quem estiver na trajetória, e a si mesma invariavelmente.
Muitos pais crêem que o tempo dará jeito na questão, deixando à sorte o futuro de seus filhos.


O exercício do viver só é realizável vivendo, na prática, e o mesmo ocorre com a educação, portando, é preciso arregaçar as mangas e assumir o papel de orientador, de guia, de educador. Começar, antes tarde do que nunca a se envolver neste processo importante e determinante na vida do ser humano, cavando tempo e espaço para esta empreitada. Sempre que desejamos muito alguma coisa damos um jeito no tempo e espaço para alcançá-la. O que nos impede de lutar por esta causa mais do que nobre? Qual medo existe em tentar educar os próprios filhos?

Como em qualquer situação da vida, haverá tropeços, que darão lugar ao adequado proceder conforme a prática e a persistência desta convivência. Os rumos poderão ser diferentes, e certamente o serão. Outros benefícios virão naturalmente, como um maior sentimento de amor próprio, e em muitos casos, a unidade familiar. Mas é preciso começar, tentar, fazendo acontecer. Confie em si mesmo e mude o cenário, assumindo as responsabilidades e transmitindo muitos valores aos seus filhos, por via de uma educação que dá segurança e conforto, pois todos nós sempre desejamos isto.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Orientação sobre sexualidade na Criança


A sexualidade no desenvolvimento infantil é um fator muito importante, e que muitas vezes os pais e professores tem dificuldade em lidar.
A curiosidade sexual infantil passa, por cinco etapas:

Com 2 anos de Idade - questões sobre coco e xixi;
2 até os 3 anos - perguntas sobre a diferença de sexos;
3 até 4 anos - questões referentes a gravidez, como nasceu;
Na idade escolar - curiosidades sobre a função do pai no processo de reprodução;
Aos nove anos a criança já deve ter sido atendida em sua curiosidade sobre a função da sexualidade.


Algumas dicas importantes:
Responder com honestidade aos questionamentos;
Fornecer explicações claras, de acordo com o nível de compreensão da criança;
Progredir com base no que a criança conhece;perguntar para ela o que ela sabe do que está questionando, e a partir dos dados dela responder a pergunta;
Corresponder ao momento em que a criança solicita;
Repetir a explicação sempre que necessário.

Se a criança conseguir satisfazer sua curiosidade em todas as etapas, ou seja, se for atendida e respeitada pelos pais em seus questionamentos, estará mais preparada para adquirir equilíbrio emocional e usufruir de uma vida sexual saudável e segura na vida adulta.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Adeus Timidez nas crianças!!


Os pais tem papael fundamental na "cura" para a timidez!
Eles podem contribuir, incentivando a criança a brincar com os amigos da escola, da praça, da família.
Outro fator importante para o desenvolvimento da criança é passar segurança e confiança. Encorajando-a a buscar soluções para os desafios que se apresentam.
Muitas mães dificultam muito esse desenvolvimento, superprotegendo as crianças, isso faz com que a criança tenha medo de estar com novas crianças, e enfrentar novas situações.
A falta de socialização pode trazer para a criança transtornos como fobia social, depressão, ansiedade generalizada entre outros.
Muitos acreditam que a criança quietinha que é a boa criança, se pensarmos nessas patologias, vemos que isso não é verdade. Vemos que essa criança tem e precisará de ajuda psicológica para se "curar" da tal timidez.
Importante destacar que não temos que avançar o sinal da criança, forçando-a estar com as crianças, a brincar e muito mais. Temos que respeitar o limite da criança, ir com calma, mostrar pra ela que é bom ter amigos.
Outra dica importante é falar para o seu filho ajudar um amigo, o altruismos faz com que tenha que estabelecer contato com outras crianças, é isso fará com que esteja próximo de colegas.
Enfim, com cautela e tempo, a timidez poderá deixar de ser um problema na vida do seu filho.
Persista, passa segurança, acredite no seu filho!!

Psicóloga Regina Deichmann Ferrarezzo
CRP: 06/72676

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mandamento para a Melhor Idade


Os
1º Mandamento: Perdoar
Guardar mágoas, cultivar histórias mal resolvidas, sem fechar essas portas de vez, pode ser tão prejudicial quanto não controlar o colesterol.

2º Mandamento: Ser solidário
Altruísmo, aquele que faz pelos outros o que gostaria que se fizesse por ele. Essa regra áurea de amor ao próximo é muito importante para se ter sucesso na Terceira Idade.

3º Mandamento: Ser grato
Saber ser grato a tudo: aos pais, aos filhos, à família, à escola, etc., com certeza lhe fará ser uma pessoa mais feliz. Logo, a saúde também se constrói com gratidão. Devemos nos lembrar que viver é estar sempre à espera de uma atitude positiva.

4º Mandamento: Não se sentir doente (mesmo que esteja).
É outra revelação da ciência: envelhece bem quem, mesmo doente, não se sente doente.

5º Mandamento: Reinventar a aposentadoria
Ter uma ocupação é um dos principais mandamentos do envelhecer saudável. Procure manter-se em atividade, mesmo que seja em um trabalho voluntário (creches, asilos, etc.).

6º Mandamento: Ser feliz no casamento
Foi uma das grandes descobertas da Universidade de Harvard: um casamento feliz na maturidade quase sempre leva a um bom envelhecimento.

7º Mandamento: Gostar de Viver
Este é o último ensinamento da pesquisa: ainda que todos tenham problemas, por piores que pareçam, envelhecer e ser feliz não é sonho, pois, para isso, podemos também contar com a ajuda do outro, das pessoas boas que passam por nós.

A doença, a fragilidade, a inatividade, a dependência e a solidão, são imagens que devem
ser afastadas da Terceira Idade.

A família deve assumir a sua importância e responsabilidade perante o idoso; compreendendo-o, apoiando-o e protegendo-o, pois esse comportamento é importante para a construção e consolidação desta fase feliz da existência, que é a do envelhecimento com dignidade, com plena transmissão de experiência e sabedoria.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

DEPRESSÃO

Esse texto é para informar sobre a doença que é hoje o mal do século: DEPRESSÃO
O que é
Todo mundo uma vez ou outra na vida se sente deprimido ou triste. É uma reação natural à perda, aos desafios da vida e à baixa auto-estima. Mas, às vezes, o sentimento de tristeza se torna intenso, dura longos períodos e retira a pessoa da vida normal. A depressão é o mais comum dos transtornos mentais, mas é uma doença tratável.
Reconhecer a depressão é freqüentemente o maior obstáculo para diagnosticar e tratar a depressão. Infelizmente, aproximadamente metade das pessoas que passa pela depressão nunca tem a doença diagnosticada ou tratada. E isso pode ser uma ameaça: mais de 10% das pessoas que têm depressão se suicidam. Aqui estão alguns sinais aos quais você deve ficar atento:

1. Tristeza
2. Perda de interesse por coisas que antes você gostava
3. Falta de energia Dificuldade de concentração
4. Dificuldade de tomar decisões
5. Insônia ou sono em excesso
6. Problemas no estômago ou na digestão
7. Sentimento de desesperança
8. Problemas sexuais, como a falta de interesse
9. Dores
10. Mudança no apetite, levando ao ganho ou à perda de peso
11. Pensamentos de morte, suicídio e auto-mutilação
12. Tentativa de suicídio

Fatores de risco
Sabe-se que há uma predisposição genética e fatores que podem desencadear o mal, como:

1. história familiar de casos semelhantes
2. perdas, lutos e estresse
3. personalidade tímida, introspectiva e insegura
4. muitas experiências de fracasso na vida
5. ser mulher (por causa das constantes oscilações hormonais)
6. gravidez e parto
7. pouco convívio social e relações desestruturadas


Procure ajuda psicológica caso tenha os sintomas acima! Ele irá te ajudar!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pedido de uma criança a seus pais



Autor desconhecido


Não tenham medo de serem firmes comigo. Prefiro assim. Isto faz com que eu me sinta mais seguro.
Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo o que peço. Só estou experimentando vocês.
Não deixem que eu adquira maus hábitos. Dependo de vocês para saber o que é certo e o que é errado.
Não me corrijam com raiva, nem na presença de estranhos. Aprenderei muito mais se me falarem com calma e em particular.
Não me protejam das conseqüências dos meus erros. Às vezes eu preciso aprender pelo caminho áspero.
Não levem muito a sério as minhas pequenas dores. Necessito delas para poder amadurecer.
Não sejam irritantes ao me corrigirem. Se assim o fizerem, eu poderei fazer o contrário de que me pedem.
Não me façam promessa que não poderão cumprir depois. Lembrem-se que isso poderá me deixar profundamente desapontado.
Não ponham à prova a minha honestidade. Sou facilmente levado a dizer mentiras.
Não me apresentem um Deus carrancudo e vingativo. Isto me afastaria d’Ele.
Não desconversem quando faço perguntas, senão serei levado a procurar as respostas na rua, todas as vezes que não as tiver em casa.
Não se mostrem para mim como pessoas infalíveis. Ficarei extremamente chocado quando descobrir um erro de vocês.
Não digam simplesmente que meus receios e medos são bobos. Ajudem-me a compreendê-los e a vencê-los.
Não digam que não conseguem me controlar. Eu me julgarei mais forte do que vocês.
Não me tratem como uma pessoa sem personalidade. Lembrem-se que eu tenho o meu próprio modo de ser.
Não vivam ma apontando os defeitos das pessoas que me cercam. Isto irá criar em mim, mais cedo ou mais tarde, o espírito de intolerância.
Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não queiram me ensinar tudo.
Não tenham vergonha de dizer que me amam. Eu necessito desse carinho e de amor para poder transmiti-lo a vocês e aos outros.
Não desistam nunca de me ensinar o bem, mesmo quando eu parecer não estar aprendendo.
Insistam através do exemplo, e, no futuro, vocês verão em mim, o fruto daquilo que plantaram.
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