Devemos sempre nos lembrar que depressão é doença, é algo que tem tratamento. Nunca ignore a pessoa que diz estar deprimida, é um sentimento real, dói muito e solitário.
Depressão maior;
Depressão crônica;
Depressão pós parto;
Depressão infantil.
Depressão Maior
O paciente tem um histórico de vida emocional com vários momentos onde apresentou sintomas depressivos, muitos deles sem motivo vivencial aparente ou, quando há algum motivo, o quadro é desproporcional, tanto em intensidade quanto em duração. Essas pessoas são deprimidas, ou seja, têm um perfil afetivo propenso à depressão, têm com freqüência antecedentes familiares de depressão.
Freqüentemente apresentam propensão ao choro, irritabilidade, ruminação obsessiva, ansiedade, fobias, preocupação com a saúde física e queixas de dores.
Depressão Crônica
O paciente perde o prazer de realizar atividades cotidianas e se sente angustiado, melancólico e sem energia para nada. Se sentem apáticos, sem motivação, e os pensamentos quase sempre são negativistas. Muitas vezes chegam a pensar em suicídio, embora, na maioria das vezes, não de forma concreta.
Quando esses episódios persistem por muito tempo, a depressão é identificada como crônica. A gravidade é mais acentuada quando a pessoa que sofre de depressão acha que não está doente, se recusando a colaborar nos tratamentos, para os quais são indicados medicamentos antidepressivos para equilibrar os neurotransmissores.
Depressão Pós Parto
Pode ocorrer por alguns dias ou até meses depois do parto. A mulher pode ter sentimentos similares ao da depressão - tristeza, ansiedade, irritabilidade - porém são muito mais fortes.
Geralmente impede a mulher de fazer coisas que precisa no dia-a-dia. Quando a vida normal da mulher é afetada, é um sinal certo que ela deve procurar logo um médico. Se a mulher não obtiver tratamento para a depressão pós-parto, os sintomas podem piorar e durar até um ano. Existem casos extremos em que a mulher mata o próprio bebê.
Depressão Infantil
Os sintomas são diferentes: rejeição, enurese, encoprese, choro fácil, condutas antissociais, perda da atenção, fobia escolar, agressividade, cansaço matinal, entre outros.
A depressão infantil pode acarretar sérios prejuízos no desenvolvimento escolar e social.
No próximo post irei falar sobre os tratamentos.
Psicóloga Regina Deichmann Ferrarezzo
CRP: 06/72676
